Desires

A francesinha da praia.

Quando lançou sua marca de moda praia em 2009, a francesa Lisa Marie Fernandez não imaginava que sua coleção com peças de neoprene inspiradas no surfwear iria se tornar trendsetter para toda a indústria de moda.  Desde a sua primeira coleção, na qual seus biquinis e maiôs serviram de tela para as famosas estampas digitais da dupla inglesa Peter Pilotto, críticos e fashionistas aplaudem o frescor e inovação que Lisa Marie traz para a moda praia.  Sempre usando materiais luxuosos e buscando novos tecidos para as suas criações, ela conseguiu fazer de seus biquinis e maiôs peças que são práticas para um banho de mar e, ao mesmo tempo, lindas para serem usadas na rua.   Outro destaque na coleção são as saídas e kaftans feitos de tecido atoalhado que são o máximo do conforto com estilo.   

Na nova coleção de Resort 2015, a designer deu um passo para diversificar sua marca com a adição de roupas para ginástica.   A mini-coleção de activewear, com apenas 12 silhuetas entre leggings, bodies e tops, foi toda produzida em tecidos ultra-luxuosos que tornam as peças preciosas e quase belas demais para serem usadas na academia.  

Fotos: Lisa Marie Fernandez

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Trends

Das minas para as passarelas

Considerado por anos démodé,  o macacão vem surfando uma onda de boas críticas e excelentes opções.   Com uma legião de fãs de um lado e um séquito de descrentes do outro, o macacão ainda é um item que gera controvérsias.   Nas últimas temporadas, ele tem deixado de ser peça singular para estar mais integrado com as tendências - sejam elas esportiva, minimalista ou tribalista.  Quase todas as marcas desfilaram uma versão nova da vestimenta originalmente desenhada por Levi Strauss como uniforme para os trabalhadores de minas.   Os designers apresentaram o macacão em tecidos diversos como o couro, moletom e a renda.  Isso não significa que o velho macacão jeans não tenha pegado a onda.   Ele também está de volta, seja no tradicional blue ou em cores.  O divertido é encontrar novas formas de usá-lo.  Por exemplo, com um casaquinho por cima ou com blusas bem sofisticadas por baixo. 

Fotos: Style.com

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Up-and-comers

A herdeira belga.

O que Ralf Simons, Martin Margiela e Dris Van Noten tem em comum?  Todos são designers belgas que estudaram na Antuérpia e ganharam projeção mundial (como é o caso de Ralf Simons, que é hoje o diretor criativo da Dior).  Uma das herdeiras dessa geração de ouro é Veronique Branquinho, que, como seus antecessores, é belga e se formou na Antuérpia. Apesar de não ser novata, Veronique só agora está sendo notada pelo mainstream da moda.   Após anos de ausência das passarelas, ela retornou em 2013 restabelecendo seu nome como um dos grandes talentos e colocando suas coleções nas maiores boutiques  americanas.  Com uma moda prática, de linhas clássicas, que favorece sempre a alfaiataria masculina, Veronique faz parte do grupo que inclui Phoebe Philo (da Céline), Claire Waight Keller (da Chloé) e Stella Mccartney, designers reconhecidas por desenharem roupas para “mulheres reais”.   Uma das provas de que Veronique tem um dedo no pulso da moda é a sua linha de sapatos, que são o complemento perfeito para o momento “conforto com estilo” que a moda está vivendo.

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News

Nem de Marte nem de Vênus

Os desfiles das coleções masculinas do verão 2015 estão em pleno andamento essa semana.  Quem parou para dar uma olhada pode ter percebido que, com o recente "flirt" da moda feminina com a alfaiataria masculina, algumas peças poderão ser cobiçadas também pelas mulheres, como o conjunto de calça e sweater da Alexander McQueen, que não estaria deslocado no desfile feminino da coleção de inverno 2014 de Victoria Beckham, por exemplo (fotos 1-2).  

Nada novo em pegar emprestado algumas peças do guarda-roupa do namorado ou em comprar uma camiseta na seção masculina.  Este troca-troca é responsável por peças que já se tornaram clássicos da moda feminina, como o "tuxedo" e o terninho.  A novidade está em peças que não mais precisam de adaptação e passeiam entre o guarda-roupa feminino ou masculino sem diferença de corte ou tamanho.  Este, sim, é o sinal de um novo tempo.  Antes, o unissex na moda se resumia às "t-shirts" que, mesmo assim, vestiam melhor quando feitas sob medida para corpos de homens e mulheres.  

O conceito de uma moda assexuada está sendo bem recebido pelos buyers das principais lojas e boutiques dos Estados Unidos através da coleção da Baja East, marca de “luxury loungewear” americana criada pela dupla Soctt Studenberg e John Targon.  A marca, criada ano passado, já está à venda nas badaladas prateleiras da Barneys, na Jeffrey, na Webster e na Kirna Zabête.  A ideia de uma moda unissex surgiu graças a uma peça que Studenberg criou para si mesmo e que era cobiçada por homens e mulheres.   Tops, calças, casacos e bermudas com caimento bem soltinho e tecidos luxuosos ficaram atraentes tanto na modelo quanto no modelo masculino (fotos 3 -6). 

Por tempos dividimos roupas com nossas mães, irmãs e amigas.  Chegou a hora de dividir com maridos e namorados, e viva ao closet assexuado! 

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